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The Future of Learning | O futuro da aprendizagem

Como a tecnologia está transformando a forma como aprendemos?

Podemos dizer que essa pergunta foi a grande norteadora das conversas a respeito do futuro da educação e da aprendizagem que aconteceram entre os dias 1 e 4 de novembro no Web Summit Lisboa – um dos maiores eventos de inovação e tecnologia do mundo. 

Um primeiro painel sobre o assunto contou com a presença de João Costa, Ministro da Educação de Portugal e Felix Ohswald, Co-Fundador & CEO da GoStudent, enquanto no segundo painel ouvimos os insights de Joshua Wöhle, CEO da Mindstone.

Continue a leitura e confira os 4 principais aprendizados sobre como a tecnologia está transformando a forma como aprendemos.

4 insights sobre como a tecnologia está transformando a forma como aprendemos

Foi interessante observar as diferentes perspectivas sobre um mesmo assunto. O Ministro João Costa falou sobre as reformas na educação em Portugal e como a tecnologia pode e deve impulsionar a aprendizagem dentro de um contexto de sala de aula.

Já o co-fundador e CEO da GoStudent reforçou a missão da empresa que consiste em dar fácil acesso a professores de qualidade para alunos ao redor do mundo, principalmente em um momento em que estamos enfrentando globalmente uma redução na quantidade de professores.

E, por fim, o CEO da Mindstone nos fez refletir sobre como consumimos informação e quais as habilidades necessárias para estarmos constantemente aprendendo e nos atualizando.

Ao criar pontes entre os discursos, foi possível concluir alguns pontos:

1. Não vamos deixar de ter professores e salas de aula com a evolução da tecnologia, mas precisamos repensar a forma como o conteúdo chega e é absorvido pelos nossos alunos.

Nas palavras do Ministro João Costa, “Educação é sobre conexões humanas” e, portanto, a figura do professor e o contexto de sala de aula continuam sendo importantes para que os alunos desenvolvam habilidades de relacionamento e de socialização. No entanto, com o avanço da tecnologia, não precisamos – e nem devemos – manter os moldes que já conhecemos, mas sim criar um ambiente propício ao desenvolvimento da autonomia dos alunos para prepará-los para o futuro.

2. Surge então a necessidade de desenvolver habilidades que amplifiquem a capacidade de filtrar e absorver informação, além da possibilidade de estar em constante adaptação.

Houve um momento em que o desafio da educação era o acesso à informação e que a mesma se concentrava apenas em algumas figuras “detentoras do conhecimento”. Hoje esse problema foi solucionado – o que falta não é informação, mas as habilidades para saber qual informação importa, qual é relevante e verdadeira, e como usá-la para seu próprio desenvolvimento. 

Saber resolver problemas, ter pensamento crítico e criativo, autonomia e empatia são apenas algumas dessas habilidades que ajudam a navegar por um mundo incerto em que um conhecimento relevante hoje, talvez já não tenha mais o mesmo peso amanhã. Não à toa, o Governo de Portugal as incluiu como parte relevante do pilar “sucesso” em seu novo currículo.

Um dado trazido por Joshua Wöhle que chamou a atenção foi que 50% das pessoas que estão no mercado de trabalho hoje terão que desenvolver novas habilidades (“re-skill”) até 2025. Por isso a importância não de adquirir determinadas “hard skills” que rapidamente poderão ficar obsoletas, mas de aprender a aprender, para estar em constante evolução e adaptação.

3. Mas para que tudo isso seja possível, precisamos também pensar, mais do que nunca, na capacitação dos professores.

De um lado, fica claro que é preciso que os professores desenvolvam habilidades digitais para saberem não apenas lidar com tecnologia em si, mas usá-la a favor do aprendizado dos alunos. 

De outro, ao falar em novas habilidades para o futuro, é necessário que os professores também sejam instrumentalizados para que possam ajudar os alunos a desenvolvê-las. A educação não deve mais ser apenas sobre ter e dar acesso à informação, conteúdo e habilidades específicas (hard skills), mas sim àquelas comportamentais (soft skills) que contribuirão para a constante adaptação que o mundo atual já exige. Outro dado interessante é que 80% das carreiras do futuro ainda não existem hoje. Portanto, fica a reflexão: o que parece ser mais importante, que os professores ajudem os alunos a desenvolver sólidos conhecimentos específicos ou a serem capazes de estar sempre em transformação?

4. Por fim, a tecnologia pode e deve ser um instrumento para inclusão e redução das desigualdades.

Quando questionado sobre o papel das edtechs, o CEO da Mindstone foi claro: elas vêm para diminuir as desigualdades. Se o problema não é mais o acesso à informação, como falado anteriormente, então se faz necessário pensar sobre como a tecnologia pode facilitar que o conteúdo seja absorvido de forma a criar novas oportunidades para todos.

O Ministro da Educação, João Costa, trouxe uma perspectiva similar. De acordo com ele, “o maior objetivo da educação é promover equidade” e a tecnologia vem para apoiar a inclusão. É preciso que diferentes alunos em uma mesma sala sejam capazes de seguir caminhos adaptados para cada um, caso contrário “estaremos falhando a nossa missão”.

Como atores da educação, os palestrantes têm a consciência de que o grande foco deve estar em formar cidadãos para o hoje e para o futuro, capazes de trabalhar em conjunto sempre em prol de um objetivo comum.

Agora que você já sabe como a tecnologia está transformando o futuro da aprendizagem, não deixe de conhecer o Edify e saber como podemos ajudar a sua escola a formar cidadãos do futuro por meio do bilinguismo e da tecnologia.

Autor: Bia Negri, Academic & Educational Insights no Edify

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