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Manual LIV de Convivência traz dicas para melhorar diálogo em casa e na escola

Post em parceria com LIV – Laboratório Inteligência de Vida

Um som alto que incomoda. Uma porta que foi deixada aberta apesar do pedido para fechá-la. A forma de gelo em que a água não foi reposta. Pequenos problemas do cotidiano podem causar desconfortos e estresse no dia a dia de todas as famílias.

Visões de mundo diferentes, opiniões contrárias sobre assuntos importantes também costumam causar conflitos. Pais e filhos precisam refletir sobre o que podem fazer para melhorar a convivência e não deixar que os problemas, grandes ou pequenos, interfiram nos relacionamentos.

Ter uma convivência saudável, no entanto, nem sempre é fácil. Pensando nisso, o LIV lançou a campanha “Conviver é conviver com”, que conta com um manual gratuito com dicas e reflexões para um convívio mais harmônico, tanto no ambiente familiar quanto no escolar.

Dividido em três capítulos, o material, que conta com vídeos, entrevistas e dicas para famílias e educadores, mostra a importância de se aceitar quem é diferente e o quanto é enriquecedor ter contato com outras ideias para ampliar e ampliar a visão de mundo.

Sem a escuta ativa, nada funciona

Para que os encontros aconteçam com as diferenças acolhidas e respeitadas, é preciso estar aberto para uma escuta verdadeira. “Vivemos em uma sociedade em transformação, com muitas pessoas diferentes sendo postas lado a lado, o que pode gerar dificuldade na escuta. Mas existe espaço para as pessoas com ideias diferentes terem respeito na convivência”, defende a coordenadora pedagógica do LIV, Ana Carolina de Medeiros.

Uma das entrevistadas do Manual LIV de Convivência, a terapeuta e mediadora de conflitos Monica Lobo também reforça a necessidade de que todos pratiquem a escuta ativa. “Escutar não significa concordar, mas prestar atenção ao que o outro fala”, explica.

Filme para abrir o diálogo em família: clique aqui e confira uma superdica do LIV!

Como promover um diálogo não-violento com crianças?

Outro ponto que ganhou destaque no manual é a importância da comunicação não-violenta. A psicanalista e escritora Elisama Santos lembra que é preciso trazer a humanidade às relações e prestar atenção às emoções. Se uma mãe está sentindo raiva, por exemplo, o melhor a fazer é se afastar da criança ou adolescente até que ela seja capaz de lidar com o que se passa dentro dela.

“É preciso se afastar e cuidar da raiva. Quando voltar a conversar com o filho, em outro momento, pode explicar que, com raiva, não conseguia ouvir”, diz.

Elisama também defende que é preciso, no caso de crianças pequenas, entender que elas ainda não sabem nomear e lidar com as emoções, o que pode desencadear reações tidas como “birra”. É fundamental, então, usar uma linguagem que a criança compreenda. “O papel do adulto é auxiliar a criança a encontrar um meio eficiente de comunicar o que ela precisa comunicar”, afirma.

Como melhorar a convivência familiar?

Além de investir no diálogo, as famílias podem se aproximar dos filhos de diversas formas. O manual apresenta brincadeiras que fazem sucesso em diversas faixas etárias e que são um caminho para ajudar na construção de laços mais fortes. Para os adolescentes e crianças mais velhas, o material tem uma lista de sugestões de filmes que podem ser assistidos juntos. Depois da sessão, uma boa ideia é conversar sobre as cenas, falando sobre os sentimentos de cada personagem e relacionando-os com momentos do dia a dia.

Os desafios da convivência na escola

A escola pode ser um ambiente desafiador para muitas crianças e adolescentes. Além de questões inerentes à aprendizagem curricular, elas precisam lidar com o outro e, muitas vezes, não sabem agir com quem pensa de forma diferente ou tem características que elas julgam “inadequadas”.

A pandemia de Covid-19 trouxe ainda mais complexidade às questões que permeiam a sociedade e a escola. Na avaliação de Ana Carolina de Medeiros, coordenadora pedagógica do LIV, os problemas de convivência se acentuaram. Com as crianças confinadas em casa, onde muitas regras foram quebradas para que todos dessem conta do momento, ficou difícil voltar aos “combinados” de antes.

A criança que assistia aula online deitada na cama começou a estranhar, na volta à escola, até mesmo regras simples, como entender que nem todos podiam ir ao banheiro ao mesmo tempo, por exemplo. “Os alunos voltaram ao convívio escolar com muitos questionamentos e a falta de respeito por regras. Foi uma espécie de desaprender a conviver”, ressalta.

Ana Carolina avalia que pequenos acordos podem ser estabelecidos para respeitar regras básicas e sugere ideias que melhorem o ambiente escolar, tanto para os alunos como para os funcionários: “Podemos pensar na construção de um espaço seguro de fala e escuta; o professor ser vulnerável e mostrar que aquele é um espaço de construção, onde a gente às vezes erra, o que desinibe os alunos; se abrir para escutar, evitar julgamentos; e também validar os sentimentos”, destaca.

Um manual completo para educadores

O material traz ainda uma cartilha para as escolas com plano de aula e sugestão de atividades com o tema “Desconstruindo o ciclo do bullying e do cyberbullying”.  O manual fornece informações e números sobre o bullying e incentiva que os alunos façam uma reflexão sobre suas vivências.

O Manual LIV de Convivência também propõe atividades e práticas para solucionar casos de agressão nas escolas. Os profissionais de educação podem encontrar cenários hipotéticos e maneiras de resolvê-los da melhor maneira, propondo sempre reflexões e discussões para montar, de forma harmônica e coletiva, uma sala de aula tranquila.

Gostou do Manual e quer conhecê-lo com mais detalhes? Acesse aqui o material e veja como estabelecer relações mais saudáveis. 

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