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oralidade

A importância da oralidade no ensino bilíngue: entenda mais sobre esse diferencial para sua escola!

A importância da oralidade no processo de aprendizagem bilíngue é inegável. No cenário educacional atual, onde apenas 5% dos brasileiros dominam o inglês, segundo estudo do British Council, o nosso programa bilíngue surge com a missão de transformar essa realidade através do compromisso de gerar resultados reais. Não se trata apenas de ensinar um novo idioma, mas de fazer alunos falarem inglês de verdade.

No Edify, nos baseamos no modelo dinâmico de bilinguismo descrito por Ofélia García (2009), que compreende o indivíduo em sua integralidade e entende o bilinguismo como um recurso. Nesse processo, o aluno transita de uma condição monolíngue para um bilinguismo emergente, ampliando seu repertório linguístico e sua capacidade de circular entre diferentes práticas discursivas e sociais das diferentes línguas.

Quer ver seus alunos falando inglês de verdade?

Neste artigo, iremos abordar a importância da oralidade no contexto da educação bilíngue, destacando como o Edify garante esses resultados.

O que é oralidade e por que é fundamental no bilinguismo

A oralidade é a espinha dorsal da comunicação humana, um fenômeno complexo construído a partir de múltiplas dimensões, mas que em sua descrição simples é o eixo de ensino-aprendizagem focado no desenvolvimento das capacidades de fala e escuta ativa em diversos contextos. No contexto bilíngue, sua relevância é amplificada, pois ela se torna o principal veículo para a interação e a construção de significado em uma segunda língua.

As dimensões da oralidade no contexto bilíngue

  • Linguística: Envolve a escolha apropriada de vocabulário, a utilização de estruturas gramaticais de acordo com as funções de linguagem intencionadas e o registro adequado ao contexto. Para bilíngues emergentes, isso significa não apenas aprender novas palavras, mas entender como elas se encaixam em diferentes estruturas e situações comunicativas em inglês.
  • Física: Refere-se à fluência, inteligibilidade de pronúncia, clareza e projeção da voz. Em um programa bilíngue, o foco não é a perfeição, mas a capacidade de ser compreendido, incentivando a prática e a superação de barreiras fonéticas.
  • Cognitiva: Abrange o raciocínio, a argumentação, a intencionalidade, o gerenciamento da fala e o pensamento crítico. Alunos bilíngues desenvolvem a capacidade de organizar ideias e testar hipóteses linguísticas em tempo real, exercitando a flexibilidade mental.
  • Socioemocional: A dimensão socioemocional inclui a confiança, a atitude, a escuta ativa e a consciência do interlocutor, é crucial para que o aluno se sinta seguro para se expressar, mesmo com inseguranças, transformando cada troca em uma oportunidade de aprendizagem.

Além disso, para o desenvolvimento da oralidade, bilíngues emergentes necessitam de muita exposição à língua adicional e oportunidades de práticas interacionais e sociais, experiências e vivências.

Oralidade como ponte entre culturas

A oralidade bilíngue não é apenas uma ferramenta de comunicação; é uma ponte para a compreensão e a interação cultural. Ao se expressar em um segundo idioma, o aluno não apenas domina uma nova estrutura linguística, mas também acessa e se conecta com diferentes formas de pensar, valores e tradições. Essa imersão oral fomenta a empatia, expande horizontes e prepara o indivíduo para ser um cidadão global, capaz de transitar entre diferentes contextos culturais. É o “viver o inglês” que o Edify tanto valoriza, onde o idioma se torna parte integrante de todos os momentos da vida.

Benefícios cognitivos e acadêmicos comprovados

A exposição e o desenvolvimento da oralidade bilíngue trazem uma série de benefícios cognitivos e acadêmicos que vão muito além da fluência no idioma. Estudos na área da fonoaudiologia e linguística, como os citados por Marian et al. (2009) e Bialistok (2001), indicam que indivíduos bilíngues demonstram maior flexibilidade cognitiva, melhor capacidade de processamento da linguagem (especialmente fonológico e sintático) e maior habilidade para discriminar informações relevantes das irrelevantes. Essa ginástica cerebral se traduz em um impacto positivo na fluência geral, na confiança comunicativa e, consequentemente, no desempenho acadêmico em diversas áreas do conhecimento.

Os principais desafios da oralidade bilíngue em sala de aula

O desenvolvimento da oralidade bilíngue em contexto escolar apresenta múltiplos desafios, que vão desde questões emocionais até barreiras metodológicas. Reconhecê-los é o primeiro passo para superá-los e criar um ambiente de aprendizagem verdadeiramente eficaz.

Filtros afetivos e barreiras emocionais

Um dos maiores bloqueios para a fala é o medo: medo de errar, de ser julgado, de não ser compreendido. Segundo Krashen (1982), filtros afetivos como motivação e autoconfiança impactam diretamente a aquisição de uma língua adicional. Muitos estudantes não se sentem confortáveis com a exposição em público, o que os leva a hesitar em participar de atividades orais. Para superar isso, é essencial que o ambiente da escola seja acolhedor, com estratégias para diferentes perfis de alunos, incluindo valorizar as tentativas, evitar comparações e promover atividades que não exijam respostas “certas”, mas sim a expressão genuína.

Desafios linguísticos e metodológicos

Além das barreiras emocionais, o conhecimento limitado de vocabulário em relação a um conteúdo específico pode ter impacto direto na produção oral dos alunos. Se eles não foram expostos ao vocabulário de geometria, por exemplo, não conseguirão discutir sobre triângulos. Ou seja, é necessário a exposição à língua falada. Outro desafio é a progressão natural da aprendizagem versus a pressão por performance. O “saber vem com a prática”, como bem apontado por especialistas, e a oralidade não precisa ser perfeita para ser válida. É comum que professores tendam a privilegiar aspectos formais da língua, como a gramática, sem oferecer oportunidades orais, práticas sociais e vivências na língua adicional, resultando em um fraco desenvolvimento da oralidade.

Como desenvolver oralidade bilíngue desde a educação infantil

A fase da educação infantil é um período crucial para o desenvolvimento da oralidade bilíngue, pois as crianças possuem uma plasticidade cerebral que facilita a aquisição de novas línguas. É o momento de semear a curiosidade e o prazer em se comunicar.

Estratégias para diferentes faixas etárias

Aproveitando o período sensível do desenvolvimento cerebral, na educação bilíngue infantil, as estratégias devem ser lúdicas e adaptadas aos objetivos de aprendizagem. Para bebês e crianças pequenas, o foco está na escuta ativa, na imitação de sons e gestos, e na interação em contextos significativos. Para crianças de 4 a 5 anos, a ênfase se desloca para o diálogo, a expressão de desejos e sentimentos, e o recontar de histórias, sempre respeitando a progressão natural do desenvolvimento oral bilíngue.

O papel da música e storytelling

A música e o storytelling são ferramentas poderosas para estimular a oralidade bilíngue. Neurologistas como Oliver Sacks (2007) destacam que a música ativa mais regiões do cérebro do que a linguagem, facilitando o aprendizado de novas palavras. Em escolas bilíngues, o uso constante de músicas infantis, cantigas de roda e poemas enriquece o vocabulário e a percepção fonológica. A contação de histórias, por sua vez, não só amplia o repertório linguístico, mas também estimula a imaginação, a memória e a capacidade de narrar, como ressaltado por profissionais do Niap.

O papel estratégico do professor no desenvolvimento da oralidade

O professor é a peça-chave para o sucesso no desenvolvimento da oralidade bilíngue. Sua atuação vai além da transmissão de conteúdo, transformando-o em um facilitador do aprendizado e da comunicação e colocando-o como principal criador de oportunidades para o uso da língua, promovendo interações significativas e apoiando o aluno para que se sinta seguro ao se expressar em inglês.

Professor como facilitador e monitor

Ao utilizar o scaffolding (arcabouços) na construção de atividades comunicativas, o professor aplica estratégias práticas para criar espaços seguros e acolhedores, nos quais os alunos se sintam à vontade para errar. Propor perguntas abertas, estimular a curiosidade, contextualizar o uso do idioma e recorrer a apoios visuais são exemplos dessa abordagem. Em vez de pedir que o aluno apenas “repita”, é mais eficaz convidá-lo a contar, perguntar, explicar e argumentar.

Feedback construtivo e expansão linguística

Em seu papel como monitor, o professor necessita estar atento à produção oral de seus alunos e oferecer feedback contínuo e construtivo. Isso permite que os alunos se sintam cada vez mais confortáveis e seguros para se expressarem. É crucial não corrigir excessivamente, pois isso pode inibir o desenvolvimento natural da língua. Uma estratégia mais eficaz é retomar/repetir o que a criança disse, fornecendo o modelo correto, sem gerar ansiedade ou cobrança excessiva, que podem “travar” a criança.

Metodologias práticas para estimular a oralidade bilíngue

Para que a oralidade bilíngue floresça, é fundamental ir além da teoria e implementar metodologias práticas que engajem os alunos e os incentivem a usar o idioma de forma ativa e significativa. Em sala de aula, atividades lúdicas e interativas são as mais eficazes, como jogos de perguntas e respostas, dinâmicas com cartões de vocabulário, dramatizações de situações do cotidiano, entrevistas entre colegas e rodas de conversa são ótimas formas de fomentar a fala. O segredo é fazer com que os alunos sintam que têm algo a dizer e que o inglês é um caminho possível para isso, adaptando as atividades para objetivos acadêmicos específicos.

Integração da oralidade com outras habilidades, matérias e ferramentas

A oralidade bilíngue não deve ser trabalhada de forma isolada. Ela se integra naturalmente a outras habilidades linguísticas, como listening, reading e writing. Ao unificar a prática dessas competências, os alunos aprimoram a escuta, ampliam o vocabulário, consolidam estruturas gramaticais e, como consequência, desenvolvem melhor a compreensão leitora e a produção escrita.

Além disso, programas bilíngues promovem a vivência do inglês no cotidiano escolar, conectando a oralidade a outras disciplinas e contextos de uso. Essa integração torna a prática mais frequente e significativa, contribuindo para que o uso do idioma se transforme em hábito. Ferramentas educacionais, como o Edify Play, potencializam esse processo ao ampliar as oportunidades de contato com a língua por meio de experiências imersivas e gamificadas.

Rubricas, auto-avaliação e feedback entre pares

A avaliação formativa sustenta esse processo ao permitir que professores atuem sobre objetivos claros de oralidade a partir de evidências reais. Rubricas bem definidas tornam expectativas visíveis e orientam o progresso em diferentes níveis de bilinguismo.

Além disso, práticas como autoavaliação e feedback entre pares ampliam a consciência linguística dos alunos, esses múltiplos olhares sobre a produção dos alunos enriquecem o momento de feedback e promovem um ambiente de colaboração e confiança, diminuindo a ansiedade.

Avaliação contínua da oralidade no ensino bilíngue – só com o Edify!

Desenvolver a oralidade no ensino bilíngue exige mais do que criar oportunidades de fala: é preciso acompanhar, compreender e intervir continuamente. Avaliar a oralidade é dar visibilidade ao aprendizado e garantir que a prática comunicativa esteja, de fato, evoluindo ao longo do tempo. No Edify, a avaliação contínua está no centro da nossa narrativa, garantindo que a qualidade da entrega pedagógica seja comprovada e para isso, integramos nossa avaliação a ferramentas digitais que facilitam ainda mais a vida do professor! Em 2025, os alunos do Edify registraram até 139% de evolução em speaking com o uso do ChatBuddy AI, nossa tecnologia de conversação com inteligência artificial.

Quando essa avaliação acontece de forma diária, integrada e intencional, os resultados aparecem! A ferramenta transformou a habilidade mais desafiadora de avaliar em uma prática constante, segura e envolvente. Cada interação virou dado, cada dado virou insight pedagógico e cada insight acelerou o desenvolvimento da fluência. Esse resultado segue consolidando o Edify como a única empresa do mercado com avaliação contínua de verdade — e com impacto comprovado na oralidade.

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Edify Education

O Edify Education está presente em centenas de escolas em todo o Brasil. Com a missão de proporcionar uma educação bilíngue de alta qualidade para todos, nascemos para promover evoluções reais, que refletem no protagonismo de cada aluno na própria jornada de aprendizagem. Nossas soluções nos levou a ganhar vários prêmios, como o 3° lugar no prêmio de votação popular Top Educação 2021 e o 1º lugar no ELTons Innovation Awards.

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